domingo, 23 de outubro de 2011

Paulo Back



Saiu uma matéria bem bacana no NoticiaD sobre um dos melhores roteiristas da MSP, o superfoda (e meu amigo \o/) Paulo Back.

Na entrevista ele conta como é trabalhar com a Turma da Mônica, o processo de criação dos quadrinhos e mais uma porrada de coisas.

Tomei a liberdade de copiar alguns trechos:

Já havia dois anos que Paulo Back trabalhava em um escritório de arquitetura na Capital. Nas horas vagas, ele rabiscava desenhos em papel sulfite para alimentar um sonho de infância: ganhar a vida desenhando para a Disney ou para a Turma da Mônica.

Quando um amigo começou a trabalhar na empresa de Mauricio de Sousa, Paulo viu a oportunidade de mostrar para o criador da Mônica e do Cebolinha os rascunhos que estavam guardados.




"O Mauricio olhou meio assim e disse que se eu quisesse desenhar ainda ia apanhar muito para acertar os traços. Mas falou que eu poderia fazer o roteiro das historinhas", lembra.

No começo, a cada três histórias que Paulo escrevia, o chefe aprovava uma. Logo, Maurício de Sousa começou a aprovar todas e hoje, dezessete anos depois, Paulo escreve de 160 a 180 páginas por mês.

"No começo era complicado porque eu nunca tinha escrito histórias para crianças. É sempre uma batalha, ainda hoje é muito difícil. Quem trabalha na área criativa não pode desligar nunca", conta.

Para não desligar, Paulo trabalha de manhã, de tarde e de noite usando apenas lápis, papel, caneta nanquim e idéias.




"Uma vez me disseram que criar é como um enorme poço em que quanto mais água nós tiramos mais água aparece. Mas se parar ele seca."

A fonte das idéias para as historinhas vem de muitos lugares. Paulo diz que elas surgem das memórias da infância, de inspirações em filmes, desenhos e quadrinhos ou da vida cotidiana no apartamento onde mora com a esposa e dez gatos.

"Ele deve tirar as idéias das historinhas nos gatos que ele tem", conta o porteiro do prédio de Paulo, bem no Centro de Florianópolis. Com tanta paixão por gatos, não é difícil imaginar que o personagem preferido do roteirista seja o gato Mingau, da Magali. Mas na verdade, o personagem favorito do roteirista é aquele sobre o qual ele está escrevendo.




"Muitas vezes eu sou só um instrumento entre o personagem e o papel", destaca. Essa relação com o mundo imaginário criado por Mauricio de Sousa já rendeu boas histórias.

Ao receber por e-mail uma dessas correntes de PowerPoint que contava uma história de amizade entre o Cebolinha e o Cascão, Paulo Back finalmente sentiu que seu trabalho estava recompensado. Pouca gente sabe que essa que é uma das historinhas mais reproduzidas na internet é dele. Mas ele sabe e isso lhe basta.

Da cabeça de Paulo Back também surgiu a história da irmã de Chico Bento. Em 1990, uma edição dos quadrinhos narrou o nascimento da irmã de Chico Bento, que morreu quando bebê e virou estrela. Quinze anos depois, Paulo teve a ideia de trazer a personagem de volta em “O presente de uma estrelinha”, que virou capa e também ficou famosa. Nela, a irmã de Chico Bento volta dos céus para lhe dar a esperança. de presente de aniversário: Os olhos marejados de Paulo ao relembrar dessa história não enganam: “Eu trabalho como adulto e penso como criança.” Eis aí um homem que ama o que faz.





Confira a matéria completa: Trabalho de adulto, imaginação de criança

E quem quiser seguir o Paulo Back no Twitter, o perfil dele é esse aqui!

Abração!!