Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

A Praça é Nossa!





Enquanto isso, no Brasil, o povo assiste "A Fazenda"...


Cada país tem o reality show que merece...


Abração!

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Checklist - Junho 2009



Cebolinha 30
História de Abertura: "Vai Brincar lá fora, Cebolinha!" -
Cansada de bagunça, a mãe do Cebolinha manda ele brincar na rua. Lá fora, sem ter porra nenhuma pra fazer, nosso amiguinho hiperativo desenvolve todo um esquema para conseguir brincar de pirata com o Cascão e acaba envolvendo quase todo o Bairro do Limoeiro na presepada...

SPOILER: Participação especial do carrinho de super-mercado da Carmem da esquina no papel do Navio Pirata "Pintassilgo na Lavadora IV".




Mônica 30
História de Abertura: "Com quem será que a Mônica vai se casar?" –
Numa bela tarde de quarta-feira, Mônica sonha acordada com o dia do seu casamento. Está tudo lá, os convidados, as damas de honra com suas roupas cafonas, o Anjinho vestido de padre e até o Sansão fantasiado de buquê. Só está faltando um pequeno detalhe... o Noivo! Desesperada para descobrir com que vai se casar, mais uma vez nossa heroína recorre aos serviços da fabulosa (porém desconhecida) Madame Creuzodete, a vidente das estrelas, para saber quem será seu futuro marido. Porém, as visões do seu possível casamento (que incluem o Fabinho Boa-Pinta, Luca e até mesmo o Titi) não são nada animadoras...

SPOILER: Nessa história há uma cena (já divulgada na internet) que cria uma ponte entre a linha infantil e a linha da Turma Jovem.

Fora essas duas histórias, têm mais algumas que eu escrevi republicadas nos almanaques de Junho, mas como eu ainda não recebi o reparte desse mês (e nem o do mês passado, é brincadeira?), eu falo sobre elas num outro post, beleza?

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Ah, o Sr. Curiosidade... aquele fanfarrão...

Sábado, 6 de Junho de 2009

Detonation Boulevard (ou "Avenida Detonada", segundo fontes fidedignas)





Que a cena gótica é um mundo à parte da sociedade todo mundo já está careca de saber, mas o caso é que o show do Sisters of Mercy em Porto Alegre passou batido pela mídia "especializada" e ninguém soltou uma mísera crítica sobre o assunto. Deixando de lado o mimimi e pulando pra parte boa, vazaram vários vídeos no YouTube da apresentação e, pelo que eu pude conferir, o Senhor Eldritch continua mandando muito bem!

Segue abaixo um provável setlist do que eles poderão cantar ainda hoje no Via Funchal (o que estiver marcado com asterisco são faixas meia-bocas que talvez sejam cortadas da edição final, reservadas para uma futura versão do diretor):

Intro
Crash And Burn
Ribbons
Train / Detonation Boulevard
Alice
Still *
Flood I
Floorshow
Anaconda
Giving Ground *
Marian
We Are The Same Susanne
Arms
Dominion / Mother Russia
Summer
First And Last And Always
On the Wire *
Romeo Down *
This Corrosion
Flood II

Something Fast
Vision Thing

Lucretia, My Reflection
Top Nite Out
Temple Of Love


Algumas faixas clássicas como Walk Away e No time to Cry (aka Party Rice) se recusaram a comparecer ao evento, alegando que a casa em questão possui uma política hipócrita e antitabagista que impede o total aproveitamento do espetáculo. O sombrio (e fumante compulsivo) vocalista da banda, Andrew Eldritch já mandou avisar que vai fumar mesmo e "foda-se quem não gostar" e ainda aproveitou para polemizar "Sou Gótico, mas me recuso a sair do armário! Aqui dentro posso dançar olhando para as paredes e chorar sem ninguém me tachar injustamente de EMO".

O pequeno Andrew (já careca de saber) prefere esconder seu delineador debaixo de óculos escuros...


É fato que o público vai sentir falta de outras figurinhas mais conhecidas da cena alternativa, como Lights, Some kind of Stranger e Gimme Shelter que foram proibidas de se apresentar. Os produtores do evento tentaram se justificar, enviando notas para a imprensa onde podia-se ler nas letras miúdas "estamos cagando e andando pra vocês!" e ainda fizeram questão de ressaltar "(...) alternativo de cu é rola!"

Fica aqui também registrada a indignação desse humilde blog quanto à disposição dos artistas no palco (não dá pra ver a Ofra Haza com toda aquela fumaça colorida).

É ela ali à direita tocando guitarrero?


Como "quando a esmola é muita o santo até desconfia" não vou nem comentar aqui a festa gótica que estão planejando pra depois do show. A noite ainda promete uma revoada de coturnos e cabelos ensebados com sabão de coco. Vamos esperar pra ver...

E logo após o break, fiquem com os grandes injustiçados do festival, que foram rebaixados prematuramente para a segunda divisão sem direito a lutar pelo título:

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BREAK
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Gimme Shelter

Lights

Some kind of Stranger

Sábado, 23 de Maio de 2009

a little bit more of innocence

Essa aqui vai pro Xaveco!


Papo sério



"Emerson Abreu tem 34 anos e há 13 escreve roteiros para a Turma da Mônica. Nascido no Rio, crescido em São Paulo e atualmente morador da cidade de Jundiaí, o rapaz mantém um blog onde fala de música, vídeo-game e, como não poderia deixar de ser, quadrinhos.

Após uma polêmica com a publicação de uma matéria no site A Capa sobre gírias gays no número 5 da revistinha Turma da Mônica Jovem, a reportagem entrou em contato com o cartunista para que ele desse seu ponto de vista sobre a questão e falasse sobre a personagem Denise, que acabou adotando como sua preferida.

Em entrevista exclusiva, Emerson explica a origem da personalidade de Denise, influenciada por elementos como a cena clubber paulistana da década de 90 e até a drag Silvetty Montilla. O roteirista fala ainda sobre a aceitação da personagem, o preconceito dos jovens leitores e dá dicas para quem se interessa e quer trabalhar na área de quadrinhos."


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Essa foi, de longe, a entrevista com as perguntas mais inteligentes que eu já respondi. Só me resta agradecer mais uma vez ao brilhante William Magalhães e ao site A Capa pela oportunidade!

Confiram a entrevista na íntegra bem aqui.

Abração!

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

A incorporação foi desativada mediante solicitação




O vídeo oficial é muito mais foda, mas como diz o título...

Director's Edition



Ontem fui publicada uma entrevista que eu dei para o pessoal do Canal dos Games sobre a história "Guitarrêro" do Cebolinha.

Achei do caralho toda essa divulgação e interesse dos gamers pela história. A cada dia que passa, mais fóruns e sites comentam sobre o gibi, trazendo mais leitores para o universo da Turma da Mônica.

Mas, infelizmente, a entrevista não foi publicada na íntegra, fazendo com que a última resposta ficasse sem a conclusão e perdesse o sentido. Por isso eu resolvi reproduzir aqui a entrevista completa, pra vocês entenderem melhor o que eu estava tentando explicar sobre a dificuldade de escrever histórias baseadas em videogames:


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1)Qual o propósito de vocês em falar sobre o Guitar Hero na Turma da Mônica?

O fato é que na época em que eu escrevi esse roteiro (janeiro de 2009) eu estava mesmo viciado em Guitar Hero. Para um roteirista, qualquer experiência da vida real pode se tornar uma história. Eu varava as noites jogando e sempre rachava o bico quando me perdia na hora de liberar o poder das estrelas e ficava puto com os malditos botões laranja. Achei que muita gente também passava por isso e que talvez o assunto pudesse render uma boa história.

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2)Você joga Guitar Hero? Gosta de games em geral?

É claro! É impossível para um roteirista criar uma história sem ter, pelo menos, um conhecimento básico do assunto que ele está tratando, as informações acabam parecendo falsas e genéricas. É claro que eu tomei algumas liberdades na hora de escrever o roteiro para render mais algumas piadas, como por exemplo, o fato deles conseguirem jogar o mesmo game com o joystick e com os instrumentos. Na realidade, a série Guitar Hero só introduziu a bateria e o microfone no título World Tour, e nesse caso, o joystick já não era mais uma opção para o jogador.

Já zerei quase todos os títulos da franquia e mais uma porrada de hacks que eu baixei da internet. Também acompanhei a final do RockPlay, o primeiro campeonato de Guitar Hero no Brasil, que aconteceu em setembro de 2008, no Inferno Club da Augusta.

Sou viciado em games desde que comprei o Quake1 em 1996 (tenho até o símbolo do jogo tatuado no braço direito). Nesse caso, o que me chamou mesmo a atenção foi a possibilidade de construir novos mapas, programar novos monstros e bolar armas diferentes. Eu cheguei até a compilar uma “partial conversion” (com uma nova engine, efeitos especiais e várias outras modificações) chamada TribalQuake (ou Tribalmod, dependendo de onde vc baixava). Essa conversão fez um sucesso razoável em fóruns como Inside3D e o finado Quake Standards Group. Ela não está mais disponível pra download, mas algumas screenshots ainda podem ser vistas aqui.

Algum dia eu pretendo voltar pra esse tenebroso mundo da programação em QC e criar mais algumas coisas bizarras...

Infelizmente, hoje em dia não me sobra muito tempo pra jogar, mas ainda assim, eu estou tentando fechar o viciante Defense Grid e mod OffShore do Halflife2. Não curto muito esse papo de jogar online, gosto mesmo do bom e velho single-player.

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3)Na história, o videogame queima por causa do famoso problema das três luzes vermelhas e o Xaveco quase se desespera. Isso já aconteceu com você ou algum conhecido?

Na verdade eu jogo no PS2 com o joystick mesmo. Já joguei no Xbox360 do meu irmão e não consegui me adaptar direito com aquela guitarrinha de plástico. Talvez se eu treinasse mais...
Felizmente o videogame dele nunca deu o problema das 3 luzes vermelhas (mas já foi pra assistência técnica duas vezes). Eu só abordei esse problema na história porque tem muita gente por aí que já sofreu com isso e eu imaginei que eles acabariam se identificando com a situação.

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4) Vocês pretendem abordar outros games em outras histórias?

Isso só o tempo pode dizer, já que não é todo jogo que serve para virar uma história. Quando você escreve um roteiro baseado em qualquer coisa real, seja um filme, um desenho animado ou mesmo um game, você deve pensar também nos milhares de leitores que nunca ouviram falar do assunto em questão.

Só escrevi essa história sobre o Guitar Hero porque ele já virou uma mania mundial, um verdadeiro marco na indústria do videogame, um fenômeno cultural entre adultos, crianças e adolescentes. Mesmo que o leitor não tenha jogado o game, com certeza ele já ouviu falar e sabe do que se trata. Eu não poderia, por exemplo, escrever uma paródia de outros títulos famosos como HalfLife, Shadow of Colossus e God of War porque, apesar de serem bastante conhecidos entre os jogadores, o grande público não faz a mínima idéia do que sejam. Eu aprendi isso em 1998, quando escrevi uma sátira do Quake1, que na época era a bola da vez. Depois do expediente a sala dos roteiristas virava um matadouro de monstros e jogávamos até altas horas da noite, todo mundo tentando zerar o nível Nightmare. Mas, embora o jogo fosse o maior hit na internet, a maioria dos leitores nem sabia que o jogo realmente existia. Algumas páginas dessa história foram publicadas recentemente no meu blog.

Por essa razão, antes de escrever sobre alguma coisa, você tem que ter certeza de que a maior parte do público vai conseguir sacar as piadas. É claro que algumas passagens da história Guitarrêro são gags que apenas quem entende de jogos vai entender, como a cena em que o Cascão tira sarro dos games casuais (dizendo que são para bebês e avós), a cena da Magali jogando (e até mesmo citando o Rock Band) e por fim, o problema das 3 luzes vermelhas. Pensando nisso, eu tentei desviar do assunto de vez em quando pra deixar a história mais leve e divertida mesmo para quem não curte videogames.


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Abração e obrigado novamente ao pessoal do Canal dos Games pelo espaço!

Domingo, 17 de Maio de 2009

Cut your hair and get a job





E a moral no final da história é essa aqui!

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Cebolinha e Cascão no mundo de QUAKE

Como eu havia prometido anteriormente, hoje eu trouxe algumas imagens da história em que o Cebolinha e o Cascão entram dentro do QUAKE para jogar uma partida cooperativa.

Esse é um dos meus roteiros favoritos. Ele tem 25 páginas e foi publicado em outubro de 1998, na Edição de Aniversário da Mônica (35 anos). Já que essa aventura saiu há 11 anos e nunca foi republicada em nenhum gibi, estou tentando convencer o pessoal do site oficial da Turma da Mônica a disponibilizá-la na íntegra para os fãs lerem diretamente via internet.

Enquanto esperamos a versão completa, aqui vai um pequeno teaser: (clique nas imagens para ampliar)




Pra quem não reconheceu o "Terrível monstro branco" (que na história foi pintado de laranja) aí vai uma imagem da criatura original:

Shambler


Aqui o Cascão, todo malandrão, se vale dos infames cheatcodes para passar pelo portal sem precisar da chave dourada:



E quem não se lembra dos velhos trutas da serra elétrica que tocavam o terror nas quebradas do Elder World?

Ogre


Nessa página, o Cebolinha explica pro Cascão que a água não tira vida:



No jogo original os Fiends eram demônios chifrudos, fanfarrões e desprovidos de globos oculares...

Fiend


Pra poupar as criancinhas de uma visão tão tenebrosa, eu troquei os bicharocos por "sapinhos gigantes"...



No final da shareware, depois de pegar a runa, você tinha que enfrentar o foderoso Chthon, o senhor das profundezas...

Chthon


Enquanto isso, na versão dos quadrinhos, nossos heróis encaram a assombrosa Chthônica :P



Bom, por enquanto é só! Fiquem de olho no site oficial da Turma da Mônica que, mais cedo ou mais tarde, essa história ainda aparece por lá.

Qualquer coisa eu dou um toque, beleza?